Em Portugal 40% dos homicidas são estrangeiros?

PORTUGAL (NOVOpress) – A capa do Correio da Manhã do passado dia 23 não pode ser mais explícita: «40% dos homicidas são estrangeiros».

Os números resultam de um estudo feito com base numa amostra de 132 homicídios ocorridos na área da Polícia Judiciária de Lisboa (área a sul das Caldas da Rainha até Évora, com excepção da zona de Setúbal), entre os anos de 2000 e 2004, nele constata-se que 40,5 por cento são cometidos por cidadãos estrangeiros.

A partir da amostra tenta-se dar uma noção da realidade nacional, assim apenas 59,5% dos homicidas são portugueses. Os outros são turistas ou imigrantes, legalizados ou não.

Uma das conclusões do estudo alerta para o facto de não se dever menosprezar os efeitos desta realidade. “Temos de perceber quem entra em Portugal e com que objectivo. Mas o que me parece mais importante é saber que ajudas é que recebem no nosso país. Alguém de cá está a facilitar-lhes a vida.” Lê-se no relatório.

Os números são tão mais preocupantes se atendermos ao facto que a população imigrante na região de Lisboa e Vale do Tejo, em 2006, era de 258 mil pessoas, isto é 7% do total de 3,6 milhões de habitantes. Na comunidade estrangeira, a esmagadora maioria residia no distrito de Lisboa, com 189 mil habitantes, dos quais 41 mil são provenientes de Cabo Verde, 28 mil do Brasil e 22 mil de Angola. Portugal contava então, segundo as estimativas do INE, com 10599095 habitantes. Segundo o último recenseamento realizado em Portugal, em 2001, viviam em Lisboa e Vale do Tejo 3,4 milhões, dos quais 213 mil pessoas eram estrangeiras (6%).

Assim temos que uma população a rondar os 6/7% é responsável por cerca de 40% dos homicídios, uma clara desproporção que indica um problema mal resolvido por parte da administração que não tem sabido (ou pretendido) responder a novas realidades resultantes da entrada massiva de imigrantes provenientes de sociedades problemáticas que uma vez em Portugal recriam os conflitos existentes nos seus países de origem.

[cc] Novopress.info, 2008, Texto original cuja cópia e difusão são consideradas livres, desde que se mencione a fonte de origem [http://pt.novopress.info]

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