MATOSINHOS (NOVOpress) – De acordo com uma fonte da PSP do Porto, estainterveio de forma a encerrar uma clÃnica, em Leça do Balio, Matosinhos, onde se praticavam ilegalmente abortos tendo sido detidas duas pessoas envolvidas no ilÃcito, uma enfermeira que se fazia passar por médica ginecologista e uma empregada de limpeza.
As conclusões a que chegou a investigação foram que alguns dos abortos praticados naquela clÃnica ocorriam fora do prazo máximo legal (até à s 10 semanas) e que algumas até numa fase bem mais avançada da gravidez. No entanto a prática abortiva naquela clÃnica teria sempre um carácter ilegal, mesmo nos casos em que os abortos ocorriam até à s 10 semanas, uma vez que a clÃnica não se encontrava licenciada para a prática de IVG.
A operação policial foi desenvolvida na quinta-feira na sequência de uma denúncia anónima feita há três meses.
A clÃnica publicitava a prática numa página da Internet e quando as interessadas ligavam para o número indicado, a interlocutora, uma enfermeira de 56 anos, residente em Esposende, proclamava-se médica ginecologista, invocando uma « vasta experiência» no Hospital de São João, no Porto. Garantia ainda que a clÃnica estava devidamente licenciada para esse tipo de práticas.
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